Empresa usa jogos de tabuleiro para testar habilidades

Os chamados jogos corporativos têm o objetivo de treinar os membros de uma equipe ou de ensinar e experimentar um novo comportamento, conceito ou estratégia. Em uma época em que o uso de recursos tecnológicos, como e-learning é cada vez mais utilizado, jogos de tabuleiro caminham na contramão dessa tendência.

“Existem dois tipos de empresa. Algumas que já acreditam na nova metodologia, gostam de inovação e que estão procurando novos formatos. As organizações encontram muita resistência dos funcionários, principalmente quando se fala em equipe de vendas, mas não só, em ter muitas horas de aula, sentados, para falar de assuntos que nem sempre são os mais envolventes ou que tem muito conteúdo”, aponta André Zatz, Sócio Diretor da SB Jogos.

De acordo com André, nesse sentido, há uma predisposição das empresas em procurar novos formatos, mesmo algumas ainda tendo muita resistência e preocupação em estar inovando até demais e se o colaborador vai absorver como uma boa ferramenta.

“É necessário mostrar que o jogo pode ser envolvente, que quebra resistências da equipe e que pode passar bastante conteúdo. Acredito no jogo não apenas como brincadeira, mas como método de um treinamento sério”, completa.

Jogos de tabuleiro corporativos, além de treinarem com uma atmosfera mais divertida, levam os colaboradores das empresas a situações muito similares às do dia a dia. “A empresa onde trabalho recebeu essa certificação em 2007 e agora nós estamos passando pela recertificação: é a comprovação de que padrões de segurança e qualidade foram efetivamente introjetados na gestão, metodologia e atividade da empresa”, diz Lígia Mardiression, gerente de treinamento de um grande hospital de São Paulo.

Lígia relata que até o ano passado, isso era passado em forma de reciclagem para as pessoas por meio de palestras e apostilas, e resolveu-se fazer diferente: introduzir essa metodologia (jogos de tabuleiro), até porque a dois ou três meses foi feito um piloto colocando os jogos e deu super certo.

Além de fazer parte de programa de treinamento das organizações e de ter total analogia com as situações de trabalho, os jogos de tabuleiro servem como experiências para o aprendizado emocional, para o fortalecimento de equipes e para o reforço da motivação e do comprometimento. “Os jogos eletrônicos, apesar de darem um passo à frente em termos de tecnologia, não excluem a importância dos jogos de tabuleiro. Inclusive porque possuem características que o eletrônico não pode preencher”, afirma o diretor da SB Jogos.

André explica que uma delas é a interatividade, pois poder olhar no olho do adversário, poder sentir o peso de uma peça e ver o gesto de alguém fazendo um lance é muito diferente. “Se você pode reunir os funcionários em um certo momento e lugar, tem um resultado no jogo de tabuleiro que não tem no eletrônico”, afirma.

Para Lígia Mardiression, é necessário mensurar o uso de metodologias diferentes em relação ao custo, pois fazer um jogo pode parecer mais caro, mas sai muito mais barato do que reunir um monte de gente em uma sala, parados, ouvindo um professor falando, já sabendo que a retenção será baixa.

“No final das contas, sai muito mais barato ter a garantia que as pessoas estão aprendendo e que teve um desembolso em algo que valeu a pena”, finaliza Lígia.

FONTE: CATHO E GLOBO NEWS

 
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