Para manter o cérebro em forma

Rio – Estudos desenvolvidos desde o ano passado por comunidades médicas e científicas mundiais comprovam que, muito além de “balançar o esqueleto” com exercícios físicos, como diz a gíria popular, atividades para a mente estão ajudando cada vez mais na preservação dos neurônios, evitando, inclusive, o desenvolvimento de danos graves ao cérebro, como demência, doenças cognitivas e Alzheimer.

Como ‘cabeça vazia é oficina do diabo’, como diz o ditado, manter a mente ativa ao longo da vida é fundamental para a saúde física e mental. Solange Jacob, diretora pedagógica do Supera, uma rede de escolas de ginástica para o cérebro, diz que é preciso adotar práticas diárias que estimulem o cérebro de maneira integrada e harmoniosa, com experiências fora da rotina, variadas e com grau de desafio crescente.

Exercícios para o cérebro de idosos e crianças envolvem desde jogos de tabuleiros a jogos online, com diversas dinâmicas em grupo.

Em artigo na internet, Sonia Brucki, membro do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), destaca que com exercícios que estimulam neurônios, como jogar cartas ou damas, procurar objetos como garfos e facas fora dos locais tradicionais da casa, ou escrever com a mão não dominante, é possível melhorar habilidades da memória, concentração e raciocínio.

“Procure ler todos os dias não só notícias no jornal ou revista, mas também livros. Eles te obrigam a guardar a história que está sendo contada. Volte algumas páginas se precisar, mas leia sempre”, ensina a geriatra Roberta França. Outra dica é evitar guardar objetos de rotina no mesmo lugar, por exemplo, a chave de casa ou do carro.

Especialistas indicam que quanto mais cedo se começar os estímulos para o cérebro, mais benefícios as pessoas terão para a mente no futuro.

“Faça esse exercício, cada dia coloque em um lugar fácil, porém, diferente. Todos os dias você terá que lembrar onde está. Procure fazer caminhos alternativos na volta para casa ou quando for passear com o cachorro na rua. Mude as rotas”.

Fazer exercícios físicos regulares também é importante. “Isso melhora e muito a oxigenação cerebral. Aprenda novas habilidades. Fazer crochê que você fez a vida inteira não ajuda o cérebro a trabalhar. Ele precisa de desafios. Aprenda a pintar, falar um novo idioma ou aprender computação”, destaca a médica.

DOMINÓ E MÚSICA ANTIGA DIARIAMENTE

O jovem Rafael Alves percebeu que jogar dominó com os pais, José Evaristo, 80, e Maria Dora, 75, e colocar músicas antigas para que eles possam recordar as letras, tem os tornado mais atentos e ágeis para tarefas que exigem raciocínio mais rápido.

“Descobri que a ginástica cerebral é um santo remédio para eles, principalmente para minha mãe, que apresenta sinais de demência. Os exercícios estimulam o desenvolvimento de novas redes neurais, a produção de substâncias, como adrenalina, melhorando a qualidade de vida”, testemunha.

Os benefícios da ginástica cerebral abrangem todas as idades, conforme Solange Jacob. Crianças, jovens e adultos também potencializam a capacidade cognitiva, melhorando a concentração, o raciocínio lógico, a memória, a criatividade, a autoestima, a perseverança, e a coordenação motora, com a busca de soluções criativas e inovadoras no cotidiano.

FONTE: O DIA

 
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